Leilão Gonçalves: Entenda em que fase está o processo da massa falida e quais os próximos passos

Primeira lista de credores foi divulgada no fim de 2021 e passa por revisões. Mais de 6 mil créditos foram registrados.

Porto Velho, RO - A segunda lista de credores, com os valores que cada pessoa física ou jurídica deve receber após o leilão de bens do Supermercado Gonçalves, está sendo elaborada e deve ser divulgada ainda este mês. A informação foi confirmada ao jornalismo pelo administrador da massa falida.

O escritório Machiavelli, Bonfá e Totino (MBT) Advogados Associados foi nomeado a critério da Justiça como administrador judicial. Eles são atuantes em Ji-Paraná (RO) e Porto Velho.

Em novembro do último ano, a Justiça de Rondônia divulgou a primeira lista de credores. Após a publicação, os envolvidos tiveram um prazo de 15 dias para entregar a documentação que comprova os valores que precisam receber ou contestar com a administração a ausência na lista ou divergência de valores.

Segundo o escritório MBT Advogados Associados, atualmente é realizado o processo de revisão da lista, levando em consideração os documentos apresentados e as reclamações de divergência recebidas. A relação inicial contabilizava 6,2 mil créditos a serem distribuídos entre cerca de 5 mil credores.

A segunda lista deve ser publicada nos próximos dias pelo Poder Judiciário. A partir de então, deve abrir um prazo para impugnação judicial por qualquer possível contradição nos dados apresentados. Caso não haja impugnação, a Justiça deve homologar a lista como oficial para início dos pagamentos.

Decreto de falência

A história do Supermercado Gonçalves começou em 1990 na rua Guanabara, em Porto Velho, com a inauguração da primeira unidade. Nos anos seguintes foram abertos outros nove supermercados: em Porto Velho, Ariquemes (RO), Buritis (RO), Ji-Paraná (RO) e também em Rio Branco (AC).

Em 2013, o grupo criou uma indústria de panificação, a Granopan, e em 2014, uma casa empório, ambas na capital rondoniense. O supermercado era um dos maiores varejistas de Rondônia.

Apesar da ampla prestação de serviço, em 2016 a empresa entrou com pedido de recuperação judicial alegando crise econômico-financeira. No entanto, a tentativa de remediação não foi bem sucedida e em julho de 2019 a Justiça decretou a falência do grupo.

Todos os bens foram leiloados ao decorrer de três chamadas realizadas este ano. Lojas, imóveis, terrenos e veículos faziam parte do patrimônio do grupo. Ao todo, foi arrecadado um montante de R$ 71 milhões.

Fonte: G1/RO
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