O caso Guarapuava é alerta para um interior brasileiro dominado pelo crime organizado

Um bando fortemente armado detonou um quartel de Batalhão da Polícia Militar e espalhou o terror na noite do último domingo (17)

Porto Velho, RO - O Brasil passou da hora de controlar o crime organizado e as facções se tornaram problema nacional. Estão enraizadas em todas as camadas da sociedade e até nos poderes constituídos. A disputa por território vem crescendo e já domina os complexos prisionais, os conjuntos habitacionais, as bandas podres das policiais, as instituições de ensino, os grupos políticos e se deixar correndo solto como está logo veremos disputa por territórios até nos lugares mais remotos e fechados da sociedade, e olha lá se já não estiverem contaminados.

A ação que aconteceu neste final de semana em Guarapuava, cidade do estado do Paraná, serve de alerta para o Brasil inteiro. Fugiu de todos níveis de absurdo e chegou ao ponto de questionarmos: que País é esse? Um bando fortemente armado detonou um quartel de Batalhão da Polícia Militar e espalhou o terror na noite do último domingo (17).

O fato ocorrido no Paraná não pode ser visto como fato isolado. Trata-se de uma fragilidade do interior brasileiro que está desguarnecido diante de facções muito bem municiadas e com contingente audacioso. 

O que encoraja os marginais em tamanho ação é uma demonstração de certeza de que o crime compensa no país da impunidade e da corrupção ativa e passiva. Os criminosos que lideram esses grupos gerenciam o crime organizado blindados e protegidos dentro de unidades prisionais consideradas de segurança máxima.

O combate ao crime organizado passou da hora, mas o Brasil não pode fazer vistas grossas ao problema. Nada se discute entre os presidenciáveis sobre o tratamento a ser dado a segurança pública e como eliminar as facções. 

Enquanto as discussões políticas ficam num campo ideológico de direita-esquerda-centro, o crime avança em todas as direções. A varredura será tão dolorosa como foi o combate às máfias na Itália e na mais recente guerrilha nacionalista das FARCs, na vizinha Colômbia. São exemplos de que, quanto mais tempo demora para combater e eliminar, mas raízes o crime organiza fixa em território nacional brasileiro.


Fonte: Diário da Amazônia
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