4ª onda de Covid: o que fazer se tive contato com alguém infectado

 

Porto Velho, RO - O crescimento de casos de Covid nos últimos dias tem levado alguns especialistas a cogitar a possibilidade de estarmos enfrentado uma quarta onda da doença no Brasil. A diferença desta para as anteriores seria que ela não provocará tantas mortes e internações quantos as anteriores em razão da maioria da população estar vacinada.

Em entrevista ao Metrópoles, o epidemiologista Leonardo Bastos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que o cenário exige cautela. “Se não encararmos este momento como um alerta, podemos ver uma disparada de casos e, aí sim, poderemos viver uma nova onda”, assinalou.

Bastos recomenda que as pessoas retomem as medidas de proteção individual, como o uso de máscaras, uma vez que a circulação do vírus está aumentando.

A infectologista Ana Helena Germoglio considera que podemos já estar vivendo uma quarta onda sem nem saber, pois muitas pessoas não estão mais realizando os testes que confirmam o diagnóstico ou fazem os autotestes em casa sem comunicar às autoridades sanitárias.

“Já imaginávamos que isso iria acontecer, uma vez que as pessoas retomaram a vida normal e o vírus não foi erradicado. Nossa expectativa é que essa onda não seja tão grande, nem tão violenta como as anteriores”, pondera Germoglio.

Grandes eventos

O infectologista Werciley Saraiva Júnior, da rede de hospitais Santa, conta que, no Distrito Federal, os casos vem aumentando há duas semanas, quando vários eventos de grande porte – como jogos de futebol e shows – se sucederam.

O especialista acrescenta que os casos não estão resultando em hospitalizações porque a maioria dos infectados é jovem e já está vacinada, mas que as pessoas precisam resguardar os demais, pois a transmissão pode levar o vírus da Covid a pessoas mais vulneráveis.

“Importante que as pessoas com sintomas gripais mantenham o isolamento, uma vez que há grupos mais vulneráveis, cujo sistema imunológico não funciona tão bem, como os idosos e os imunossuprimidos“, afirma Werciley.

O que fazer

Neste momento, já não é tão incomum ter estado com alguém que, em seguida, testou positivo. O médico Werciley Saraiva Júnior explica o que fazer para o caso de algum dos seus contatos – pessoas que você tenha encontrado recentemente – lhe avise que testou positivo.
  1. Coloque a máscara imediatamente e use pelos próximos 7 dias. Você estará ajudando a evitar a transmissão da doença caso tenha se infectado;
  2. Se não tem sintomas, você pode continuar suas atividades normalmente, mantendo a máscara. Mas, se tem sintomas como nariz entupido, dor de garganta, febre e moleza, você deve fazer um teste para confirmar o diagnóstico e, se este for o caso, ficar isolado;
  3. O teste deve ser feito ao menos três dias após o contato com a pessoa que confirmou o diagnóstico. Caso esteja infectado, você estará no pico da carga viral nesse período. O teste PCR é bastante preciso. O autoteste menos e pode dar um resultado falso negativo;
  4. Se você está com sintomas, fez um autoteste e ele deu negativo, a recomendação é que faça outro 24 horas depois. Se esse segundo teste der negativo, você pode descartar Covid e investigar outro vírus;
  5. Se você apresenta sintomas gripais, o ideal é que você fique isolado das outras pessoas ao menos até o fim dos sintomas.

Fonte: Metrópoles
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