Grupo suspeito de fraudar documentos para vender madeira ilegal é alvo da PF

Ibama e PF cumpriram mandado em uma madeireira que recebia a madeira para comercializar

Porto Velho, RO
- A Polícia Federal (PF) deflagrou Operação Veneto contra organização criminosa de fraude em vendas de madeira ilegal em Rondônia. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (11).

Segundo a Polícia Federal, o grupo é responsável por desmatar parte do Parque Nacional do Mapinguari. E fraudar o Sistema Oficial de Controle de Produtos Florestais (SISDOF) com o propósito de permitir a comercialização madeira ilegal com aparência de lícita.

Durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão em madeireira em Vista Alegre do Abunã (RO). E também em desfavor de pessoas físicas responsáveis por operacionalizar esquema de extração ilegal de madeiras no interior do parque.

Ao todo 14 Policiais Federais na ação cumpriram 4 Mandados Judiciais. Durante a deflagração também houve a participação de agentes do IBAMA, que realizaram fiscalizações administrativas no pátio da empresa alvo para verificar a compatibilidade do saldo de madeira constante do pátio com o respectivo registro no SISDOF.

Investigações


Ibama e PF cumpriram mandado em uma madeireira que recebia a madeira para comercializar – Foto: Divulgação/PF

Ainda de acordo com a PF, a investigação iniciou após a prisão em flagrante de oito pessoas que foram encontradas pelo ICMBIO no interior do Parque Nacional Mapinguari com armas, tratores esteiras e caminhões extraindo madeiras em local proibido.

As diligências investigativas levaram à identificação da empresa receptora da madeira ilegal e seus gestores. Segundo as investigações, os criminosos inserem informações falsas no SISDOF para burlar o controle da origem de produto florestal, mediante registros de transações fictícias de compra e venda de madeiras de origem legal.

Com essa operação, a organização criminosa conseguia obter saldo virtual para “cobrir” as madeiras extraídas ilegalmente. Além de permitir a comercialização com aparência de produto lícito ao consumidor final.

Foi determinado também o sequestro e bloqueio de bens dos investigados até o montante de R$ 1.530.156,32. Valor estimado por Peritos Federais como representativo do dano causado.

Todas as medidas foram deferidas pelo Juiz Federal da 3ª Vara Federal Criminal de Porto Velho (RO), que é especializada em Crimes Financeiros, Lavagem de Capitais e Organizações Criminosas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica, receptação e transporte ilegal de produto florestal, cujas penas máximas somadas chegam a 28 anos.


Fonte: Diário da Amazônia
Postar um comentário (0)
Postagem Anterior Próxima Postagem