Liz Truss será a nova primeira-ministra do Reino Unido

Ela obteve 81,3 mil votos, contra 60,3 mil do segundo colocado

Porto Velho, RO
- Liz Truss foi eleita, nesta segunda-feira (5), nova presidente do Partido Conservador e futura primeira-ministra do Reino Unido, derrotando assim seu adversário, Rishi Sunak. Liz Truss, de 47 anos, será assim a terceira mulher primeira-ministra do país, após Margaret Thatcher e Theresa May,.

O presidente do Conselho Nacional do Partido Conservador, Graham Brady, confirmou que Liz Truss é a nova líder do Partido Conservador, tendo obtido 81.326 votos. O seu opositor, Rishi Sunak, ex-ministro das Finanças, obteve 60.399 votos.

Atualmente, Liz é ministra dos Negócios Estrangeiros e assumirá o posto de primeira-ministra do Reino Unido amanhã (6), quando Boris Johnson apresentar sua demissão à rainha Elizabeth II, no castelo de Balmoral, na Escócia. Em seguida, Liz também deve reunir-se com a rainha para receber o cargo da monarca.

Pela primeira vez, devido a problemas de saúde, a rainha Elizabeth não se deslocará a Londres para receber a nova primeira-ministra no palácio de Buckingham.

“É uma honra ser eleita líder do Partido Conservador unionista”, disse Liz Truss diante de uma plateia de membros do partido.

Depois de agradecer aos que participaram na sua campanha, Liz homenageou ainda os demais candidatos, em particular Rishi Sunak.

A nova líder do Partido Conservador deixou ainda uma mensagem de agradecimento ao primeiro-ministro Boris Johnson. “Boris, você conseguiu cumprir o Brexit, esmagar Jeremy Corbyn, conseguiu cumprir o que era necessário em relação à vacina e demonstrou firmeza a Vladimir Putin. Por isso, você é admirado de Kiev a Carlisle”, disse Liz.

“Como vossa líder, irei cumprir o que prometemos em todo o nosso grande país”, prometeu. “Fiz campanha como uma conservadora e irei governar como conservadora”.

Impostos e energia

A situação atual do país é bastante complexa e o nova primeira-ministra herdará, por isso, um legado de vários desafios, sendo que o aumento do custo de vida estará no topo da agenda.

Os desafios passam, desde logo, pelo ponto de vista econômico, com a inflação superior a 10%, e as estatísticas apontando que poderá chegar aos 18%.

No seu discurso desta segunda-feira, ela traçou as prioridades para o seu mandato, que passam pela redução dos impostos, combate aos preços altos da energia e revitalização do serviço nacional de saúde.

“Vou concretizar um plano ousado para reduzir os impostos e fazer crescer a nossa economia. Vou resolver a crise energética, lidando com as contas de energia das pessoas, mas lidando também com os problemas de longo prazo que temos no fornecimento de energia”, anunciou Liz.

Muitos conservadores adiantam que Liz Truss irá apresentar um congelamento do aumento das taxas de energia.

Sobre os impostos, o plano da conservadora passará por baixar os impostos aos britânicos com um rendimento anual de £ 12 mil até £ 80 mil. Os economistas criticam a medida, afirmando que não irá reduzir a inflação e deve aumentar ainda mais a dívida pública.

Liz Truss enfrentará também desafios políticos, uma vez que irá liderar um partido completamente dividido após a saída forçada de Boris Johnson. Apesar de ter tido a maioria dos votos dos delegados, a atual ministra dos Negócios Estrangeiros não obteve a maioria dos votos dos parlamentares, que podem dificultar ou facilitar a vida dela em função das políticas que for adotando e das pessoas que for colocando no governo.

Ela enfrentará ainda a relutância do povo britânico, uma vez que o país está de costas voltadas para os conservadores.

De acordo com uma sondagem, 52% dos britânicos dizem que Liz Truss não vai resolver os problemas do país e será uma péssima primeira-ministra.

Assumidamente defensora de um mercado livre e impostos baixos, ela é uma política experiente que ocupou uma série de cargos ministeriais ao longo dos últimos dez anos.

Durante a campanha, Liz conquistou as bases prometendo cortes fiscais e adotando um tom duro contra os sindicatos, o que lhe valeu comparações com Margaret Thatcher.


Fonte: Agêncnia Brasil
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