Governo destaca importância da vacinação antirrábica no Dia Mundial contra a Raiva

Governo destaca importância da vacinação antirrábica no Dia Mundial contra a Raiva



Porto Velho, RO - Atuando em várias frentes simultaneamente, o Governo de Rondônia lembra, com trabalho nesta terça-feira (28), da importância do Dia Mundial contra a Raiva, uma doença infectocontagiosa que está controlada no Estado., mas o assunto deve ser tratado com atenção para evitar casos da doença.

De acordo com a médica veterinária Ana Nazaré Silva Nascimento, coordenadora de Vigilância e Controle da Raiva da Agevisa, foi elaborada uma programação da Agevisa com as Gerências Regionais de Saúde (GRS), para levar aos municípios informações precisas e factíveis para o combate à incidência da raiva, reforçando as ações educativas de prevenção e, principalmente, a adoção de providências concretas para a realização e complementação da vacinação antirrábica canina e felina deste ano.

A profissional explica que a raiva é uma zoonose causada por um vírus que infecta animais domésticos e selvagens e se transmite às pessoas pelo contato com a saliva infectada através de mordidas ou arranhões. Os cães são os principais transmissores da raiva às pessoas no mundo. A doença chega a ser fatal em quase 100% dos casos.

Segundo os dados da Agevisa, os números da doença em Rondônia não representam preocupação, mas deve servir de alerta e incentivo à prevenção e ao combate contínuo da raiva. Para se ter ideia, o último caso de raiva humana em Rondônia ocorreu em 2004 – variante 2 (cão), e o último de raiva canina em 2007 – variante 2 (cão).

A Agevisa, contudo, fez um alerta de que ainda ocorre a circulação do vírus da raiva no Estado, com incidência nos morcegos que transmitem a doença para outras espécies e animais de criação e manejo – bovinos, equinos, caprinos, ovinos, etc. No ano passado, foram registrados dois casos de raiva em quirópteros não hematófagos – morcegos que não se alimentam de sangue – no município de Cacoal, e um caso em Jaru, além da contaminação em bovinos, um em Cabixi e seis em São Francisco do Guaporé.



Orientação da Agevisa é que os caninos e felinos sejam a prioridade para a vacinação

Ainda, os dados mostram que em 2020 foram enviadas 232 amostras – encéfalo inteiro, tronco cerebral, cerebelo e cérebro – para diagnóstico de raiva, sendo 83 caninos, 26 felinas, 65 bovinos, 43 morcegos, 01 equino e 14 de outras espécies. Destes, foram confirmadas laboratorialmente 10 casos positivos, sendo 6 bovinos e 3 quirópteros (morcegos). Já neste ano, até o mês de junho, foram registrados sete casos de raiva bovina no município de Parecis e mais um caso em morcegos não hematófagos em Cacoal.

De acordo com a veterinária Ana Nazaré, “este dia 28 [Dia Mundial contra a Raiva], é um dia transcendental para relembrar que a prevenção da doença nos animais não só protege sua saúde e bem-estar, mas também é um dos passos mais efetivos que podemos dar para proteger a saúde das pessoas e o meio ambiente”, disse.

SINTOMAS

Dados do Ministério da Saúde indicam que o período entre o acidente com o animal e o aparecimento dos sintomas é extremamente variável. Pode ser de alguns dias e até de anos, com uma média de 45 dias, no homem. Nas crianças existe uma tendência para um período de incubação menor que no adulto. Já nos cães, conforme esses mesmos dados, o período de incubação é de 10 dias a 2 meses.

A atenção deve ser ampliada nas áreas de incidência da doença, uma vez que os sintomas são parecidos com os da gripe, incluindo fraqueza geral, desconforto, febre ou dor de cabeça. Mas à medida que a doença avança, ocorrem alucinações, espasmos musculares involuntários e paralisia leve ou parcial, que pode levar a pessoa à morte.

PREVENÇÃO

Numa ação conjunta com os estados, o Ministério da Saúde desenvolve e divulga orientações basilares de combate à doença. Segundo elas, “atualmente, a segurança e a eficácia das vacinas para pessoas e animais são uma das estratégias mais importantes para o controle da raiva. Por isso, animais domésticos devem ser vacinados anualmente contra a doença. Também é importante evitar aproximação de cães e gatos sem donos, não mexer ou tocar neles, sobretudo quando eles estiverem se alimentando ou dormindo. Além disso, nunca toque em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais”.

Segundo essas orientações, em caso de acidente, se uma pessoa for agredida por um animal, deve lavar o ferimento abundantemente com água e sabão e passar um antisséptico, mas não só isso. O tratamento deve continuar, e neste ponto é fundamental que a pessoa procure assistência médica e informe os detalhes do acidente ao profissional de saúde, de preferência se conhece o animal, se ele tem dono, o local do acidente, entre outros.

PROTEÇÃO DA BOVINOCULTURA

No comando sanitário e na prevenção da ocorrência de casos de raiva nas mais de 15 milhões de cabeças de gado do Estado, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron) tem intensificado a divulgação sobre a doença nos municípios e distritos, com destaque para as consequências do contágio e importância da vacinação anual dos rebanhos, como forma mais eficaz de prevenção da raiva.

De acordo com médico veterinário Fabiano Benitez, coordenador do Programa de Combate a Raivas dos Herbívoros da Idaron, além do trabalho de educação sanitária, ao ser notificada pelo produtor rural sobre sinais de mordedura de morcegos no rebanho, a Agência Idaron realiza investigação para identificação de abrigos de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) e faz a captura.

O morcego hematófago é o principal transmissor da raiva para bovinos e equinos, ao se alimentar do sangue destes animais. “A captura do morcego hematófago é realizada por profissionais devidamente capacitados, vacinados contra a raiva e equipados para tal fim”, afirmou.
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