Análise: Rodízio é novidade que Botafogo deve experimentar na era SAF

Chegada de técnico europeu e aumento das opções no elenco facilitam rotação na equipe titular

Porto Velho, RO - O principal atacante do Botafogo começar no banco de reservas a partida de estreia da equipe na Copa do Brasil seria cenário pouco provável alguns meses atrás. Erison entrou no jogo contra o Ceilândia apenas no segundo tempo, com a vitória bem encaminhada. Assim como a classificação para as oitavas de final.

As semanas têm sido de descobertas no alvinegro. De novos hábitos, de novas possibilidades. A Sociedade Anônima de Futebol começou a funcionar e com ela veio uma abordagem mais europeia de gestão de elenco. A rotação na equipe titular deve se tornar realidade daqui para frente.

Obviamente, a presença de Luís Castro no comando da equipe favorece a implementação da nova filosofia. Será importante os jogadores se adaptarem, especialmente aqueles menos experientes. Entender que a saída do time em uma determinada partida não é sinal de perda de prestígio, necessariamente.

A torcida do Botafogo também terá de se acostumar. Pediu por Erison no Mané Garrincha. O bom é que o atacante não decepcionou. No tempo em que esteve em campo, levou perigo. Não fez gol, mas reforçou a grande fase.

A implementação de uma nova cultura, sem os 11 titulares tão engessados, é possível pela presença de Luís Castro como técnico, mas não apenas isso. O elenco foi reforçado com opções que o tornaram mais amplo. Victor Sá é um dos jogadores contratados na era John Textor e começou no banco. Lucas Piazon, autor do terceiro gol no Mané Garrincha, a mesma coisa.

O Botafogo pode tentar tirar proveito do fato de não estar envolvido na disputa de Libertadores e Sul-Americana para recuperar melhor os jogadores, se aprofundar nas ideias de Castro. Com o calendário menos sufocante que o de alguns adversários da Série A, ele pode testar variações táticas.

O futebol da equipe treinada pelo técnico português ainda está em construção. Estranho seria se fosse o contrário. E, diferentemente do que diz o ditado, em time que está ganhando, se mexe sim.


Fonte: O GLOBO
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