Denúncia contra presidente do COB não deve avançar

Paulo Wanderley foi acusado de tentar interferir no voto dos atletas na Comissão de Ética da entidade

Porto Velho, RO - A denúncia contra o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, ao compliance da entidade não deve prosperar. Ele foi alvo de uma reclamação por supostamente ter tentado interferir na decisão de membros da Comissão de Atletas em que eles votariam para integrar o Conselho de Ética do COB, que é um órgão independente da diretoria.

Durante o final de semana foram vazadas mensagens de Paulo Wanderley perguntando a presidente da Comissão de Atletas (CACOB), Yane Marques, em quem eles votariam na eleição para o Conselho de Ética. Porém, essas mensagens foram enviadas no grupo em um que ele mantém com os atletas e não de maneira privada.

De acordo com um integrante do Conselho de Ética ouvido sob reservas, o caso de Paulo Wanderley não deve avançar. Segundo a fonte contou, apesar da pergunta inoportuna, o presidente do COB não pediu votos ou declarou apoio a nenhum candidato.

— Não tem problema nenhum nas mensagens. Se o Paulo Wanderley estivesse pedindo votos, fazendo lobby, acusando candidatos, eu concordaria, mas foi uma conversa aberta com todos membros da CACOB — opinou.

A denúncia foi feita por Alberto Murray, ex -integrante do Comitê de Ética e que concorreu na eleição. Segundo afirmou ao gerente de compliance do COB, Nelson Valsoni, Wanderley deixou “clara sua intenção em interferir nos votos que seriam dados pelos atletas". E que ele cometeu assédio, infringindo o Código de Conduta Ética do COB.

Caberá Pa Valsoni decidir se o caso seguirá ou não. Caso ele acate a denúncia faça uma representação, ela será julgada pela Comissão de Ética do COB.


Fonte: O GLOBO
Postar um comentário (0)
Postagem Anterior Próxima Postagem